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Alguém enviou um arquivo SIG para você. Talvez seja um shapefile do condado, um KML do Google Earth ou um GeoPackage de um consultor. Os nomes confundem, e parece haver uma dúzia de formatos.
A boa notícia: todos seguem a mesma ideia. Todo arquivo SIG guarda duas coisas:
- Formas em um mapa: pontos, linhas ou áreas, cada uma no seu lugar real na Terra.
- Uma tabela sobre essas formas: uma linha para cada forma, com colunas como proprietário, cultura, acres ou data.
É só isso. Quando você enxerga um arquivo SIG como um mapa com uma planilha por trás, todos os formatos passam a fazer sentido.
As formas: pontos, linhas e áreas
No SIG, cada forma se chama feição. Existem apenas três tipos:
- Pontos: um local. Um poço, um ponto de amostragem, um hidrante, um terremoto.
- Linhas: um trajeto. Uma estrada, um rio, um duto, o percurso que você fez a pé com o GPS.
- Áreas (no SIG se diz polígonos): um limite com um interior. Uma parcela de terreno, um campo agrícola, uma zona de inundação, um lago.
Uma camada geralmente contém um só tipo: uma camada de poços, uma camada de estradas, uma camada de parcelas. No GoGIS, cada arquivo que você abre vira uma camada no mapa, e você pode empilhar quantas quiser.
A tabela: onde fica a informação
As formas mostram onde. A tabela diz o quê. Ela se chama tabela de atributos e funciona como uma planilha:
- Cada linha é uma feição: um campo, uma parcela, um terremoto.
- Cada coluna é um atributo: um dado sobre cada feição, como a cultura, o proprietário ou a magnitude.
- Uma coluna guarda um só tipo de valor: texto (um nome), números (acres, dólares) ou datas.
A tabela é diferente em cada arquivo, porque quem o criou escolheu as colunas. Um arquivo de parcelas tem proprietários e valores venais. Um arquivo de culturas tem culturas e acres. Um feed de terremotos tem magnitudes e profundidades. Alguns arquivos têm cinquenta colunas; um KML do Google Earth pode ter só um nome e uma descrição.
Para ver a linha de uma feição, toque nela no mapa. O GoGIS mostra todas as colunas daquela feição.
Para ver a tabela inteira, toque no … ao lado da camada no painel Camadas e escolha Tabela de Atributos. Agora cada feição é uma linha, e você pode pesquisar, ordenar e filtrar como em uma planilha.
A mesma ideia, embalagens diferentes
Então por que existem tantos formatos? Principalmente por história: programas e organizações diferentes criaram, cada um, sua própria maneira de guardar formas e uma tabela. Por dentro, eles guardam as mesmas duas coisas. Estes são os que você provavelmente vai encontrar, e o GoGIS abre todos:
- Shapefile (um arquivo .zip): o padrão antigo, e ainda o que a maioria dos condados, concessionárias e órgãos públicos distribui. Na verdade são vários arquivos compactados juntos; veja mais abaixo.
- GeoPackage (.gpkg): o substituto moderno. Um único arquivo que pode conter várias camadas, sem os limites estranhos do shapefile.
- KML e KMZ: do Google Earth e de muitos mapas da web. Um KMZ é um KML compactado, às vezes com imagens dentro.
- GeoJSON (.geojson ou .json): popular em sites e feeds de dados ao vivo. Os terremotos acima vêm de um deles.
- GPX: trajetos e waypoints de um aparelho GPS ou de um app de trilhas.
- CSV: uma planilha comum com colunas de latitude e longitude. Cada linha vira um ponto.
Seja qual for o seu, ele abre no GoGIS como uma camada com tabela de atributos, e tudo o que você fizer com ela funciona do mesmo jeito.
Por que os shapefiles parecem um pouco estranhos
O shapefile é do início dos anos 1990, e mostra a idade em alguns detalhes que confundem todo mundo na primeira vez.
Um shapefile são, na verdade, vários arquivos. Cada parte guarda um pedaço dos dados, e todas têm o mesmo nome:
- .shp: as formas
- .dbf: a tabela de atributos
- .shx: um índice que ajuda a encontrar cada forma rapidamente
- .prj: em que lugar da Terra as formas ficam (o sistema de coordenadas)
- Às vezes mais: .cpg (qual alfabeto o texto usa), .xml (uma descrição dos dados) e outros
Por isso os shapefiles quase sempre chegam como um .zip. Mantenha-o compactado: o GoGIS abre o .zip diretamente. Se você descompactar e enviar só o .shp, o resto dos dados fica para trás.
Formas no lugar errado, ou sem informação? Geralmente falta uma parte. Sem o arquivo .prj, o GoGIS não consegue saber onde as formas ficam, então assume latitude e longitude comuns, e formas que usam o sistema de coordenadas de um condado ou estado podem cair no lugar errado. Sem o .dbf, não há tabela nenhuma. Peça o .zip completo a quem enviou o arquivo.
Os nomes das colunas são curtos e enigmáticos. Em um shapefile, o nome de uma coluna pode ter no máximo 10 caracteres, então uma coluna que deveria se chamar Net Property Tax (imposto predial líquido) acaba virando NETPRPTA, e Owner Name (nome do proprietário) vira OWNERNME1. Não é um erro; é o formato. A organização que publicou o arquivo geralmente tem uma lista explicando cada nome, muitas vezes naquele arquivo .xml ou no seu site.
Formatos mais novos, como GeoPackage e GeoJSON, não têm esses limites, e esse é um dos motivos de estarem ganhando espaço. Mas a ideia por trás não mudou: formas e uma tabela.
Agora faça algo com ele
Quando você sabe que existe uma tabela por trás do mapa, pode fazer perguntas a ela, como faria com uma planilha. Quantos acres de amêndoas existem? Quem paga mais imposto predial na cidade? Qual foi a força dos terremotos recentes perto de Tóquio? No GoGIS você pode:
- Filtrar a tabela até as linhas que importam
- Ordenar uma coluna para achar o maior ou o menor
- Somar e tirar a média de uma coluna numérica
- Colorir o mapa por uma coluna, para ver o padrão
- Rotular o mapa com os valores de uma coluna
- Exportar as linhas para uma planilha
O que você pode fazer com um Shapefile, GeoPackage ou arquivo KML? mostra tudo isso em três passo a passos curtos com dados públicos gratuitos:
- Acres de amêndoas no condado de Kern, Califórnia: filtrar, somar, exportar para uma planilha
- Imposto predial em uma cidade do Wisconsin: somar, ordenar, colorir o mapa, rotulá-lo
- Terremotos recentes perto de Tóquio: média, o mais forte, rótulos
Você não precisa de um arquivo próprio para acompanhar. Os três conjuntos de dados estão integrados ao GoGIS em Dados de Referência: no painel Camadas, toque no botão de importar (o documento com um +) e escolha Dados de Referência.
Quando estiver pronto para abrir seu próprio arquivo, veja os guias de shapefiles, GeoPackage e KML e KMZ.